Fernanda Ezabella

Hollywood e outras viagens

 

Black Friday: Ocuppy Wal-Mart

Teve acampamento com barracas e teve gás pimenta. Não, não se trata de mais uma unidade do movimento "Occupy".

Foi a Black Friday, Sexta-Feira Negra, que sempre acontece depois do feriado de Thanksgiving e antecede as compras de Natal. 

As lojas fazem promoções "incríveis", abrem de madrugada, e o povo faz fila para conseguir entrar.

É o dia mais movimentado do ano para as lojas americanas! E, claro, sempre dá confusão.

Hoje ainda não vi nenhuma notícia de gente pisoteada, mas, num Wal-Mart perto de Los Angeles, uma mulher usou gás pimenta para conseguir pegar uma caixa do videogame Xbox.

Vinte pessoas foram medicadas no local por bombeiros. A mulher, descrita como "latina de uns 30 anos", ainda não foi presa.

Em outro caso separado, em North Carolina, policiais usaram também o gás para conter uma horda de compradores ensandecidos na ala de eletrônicos.

Todo mundo doido pelos eletrônicos...

Um casal ouvido pelo Los Angeles Times, que estava no Wal-Mart na hora do incidente, disse que queria comprar uma TV LCD de 40 polegadas por US$ 598 (preço original, US$ 698).

Parece que o Xbox tinha o mesmo desconto de 100 dólares. Será que vale a zona toda por R$ 200?

O site Gawker.com fez uma lista de vídeos incríveis de multidões esperando e praticamente invadindo as lojas, como no vídeo abaixo, da loja "hype" Urban Outfitters.

Foto: Reuters

Escrito por Fernanda Ezabella às 21h57

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Os sapatinhos de US$ 3 milhões


 

A casa Profiles in History promove mais um disputado leilão de objetos de Hollywood para os dias 15 e 16 de dezembro.

O destaque são os cobiçados sapatinhos vermelhos de Dorothy de "O Mágico de Oz" (1939), avaliados entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões.

Existem ao menos outros três pares originais no mercado. Um deles, usado apenas para testes, foi vendido em junho, pela mesma casa, por US$ 612 mil. 

Há outras raridades, caso o gosto do freguês seja mais sombrio. Como a capa de Bela Lugosi do filme "Drácula" (1931), estimada entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões.

Ou para gostos mais excêntricos, como a roupa do Leão Covarde, feita com pele de verdade de leão africano, por entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões.

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 03h34

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Thanksgiving: é dia de peru!

 
 

Thanksgiving: é dia de peru!

O peru é um constante personagem de filmes e seriados americanos.

Ele está sempre lá, todos os anos, na mesma época, nos especiais de TV e vez ou outra em pontas no cinema.

Seja comédia ou drama, geralmente o peru acaba mal, voando pela sala, estraçalhado ou queimado. Pior, às vezes é esquecido, vira um extra qualquer na mesa de jantar.

Americano leva o peru muito a sério no "Thanksgiving", feriado de Ação de Graças, hoje.

Tem até um 0800 dedicado a tirar dúvidas sobre como assar o peru. Chama Butterball Turkey-Line (1-800-288-8372).

Funciona entre novembro e dezembro, nos EUA e Canadá, em inglês e espanhol. Foi fundado há 30 anos (!) e hoje são mais de 50 atendentes que respondem cerca de 100 mil perguntas nos dois meses.

Com certeza eu não estarei "ligando"... O congelador aqui de casa está cheio de pão de queijo esperando uma boa desculpa.

E se você quiser entender o que raios é o Thanksgiving, deixo a garotinha da Família Adams explicar:

Falando sério: é um feriado originalmente para se comemorar a boa colheita do ano, de acordo com o Wikipedia.

Começou no século 17, quando colonos de Plymouth (Massachusetts) fizeram uma grande festança para agradecer a Deus pela boa safra. A comilança contou com a presença dos índios, que haviam dado sementes aos europeus e também ensinado a pescar.

Aliens, segundo "South Park", também se envolveram na festa. 

E o "Thanksgiving" de Charlie Chaplin, em filme de 1926.

Escrito por Fernanda Ezabella às 05h56

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A irrealidade de Los Angeles, segundo Wim Wenders

 
 

A irrealidade de Los Angeles, segundo Wim Wenders

O cineasta alemão Wim Wenders esteve na semana passada em Los Angeles para participar de um bate-papo no Getty, como parte das exposições Pacific Standard Time.

Ele lembrou de quando morou na cidade, nos anos 1970, e presenciou histórias tão fantásticas que, ao voltar à Alemanha, não podia dividi-las com seus amigos porque nenhum deles acreditaria.

"Então eu voltava aqui e esquecia o resto do mundo, ficava neste planeta e o resto não importava. E era feliz assim. E foi isso o que realmente me deixou louco, que eu não conseguia entender", diz Wenders.

"LA era um lugar de sonho, mas que se tornava completamente irreal uma vez que eu saía de LA. Não fazia mais sentido quando eu chegava na Europa. Eu tinha quase vergonha de dizer que morava em LA porque as pessoas perguntavam como era e eu não sabia o que dizer porque ninguém acreditaria em mim", continua.

"E os filmes que fiz aqui são sobre este conflito, entre ficção e realidade."

Wenders rodou nos EUA, incluindo sets em Los Angeles, os filmes "Paris Texas" (1984, foto abaixo), "O Hotel de Um Milhão de Dólares" (2000) e "Medo e Obsessão" (2004, foto acima).

O vídeo completo, sem cortes, está no site Zocalo Public Square.


Escrito por Fernanda Ezabella às 20h50

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Heitor Dhalia dirige Amanda Seyfried

Heitor Dhalia, diretor brasileiro conhecido por "À Deriva" e "Cheiro do Ralo", estreia em fevereiro seu primeiro filme "made in Hollywood".

"Gone", que teve seu primeiro trailer divulgado nesta semana, é estrelado por Amanda Seyfried, jovem talento que vem fazendo um filme atrás do outro.

Ela faz uma garota que entra em paranoia após sua irmã ser sequestrada, apavorada com a possibilidade do retorno de um serial killer que a raptou dois anos atrás.

No filme também estão Jennifer Carpenter (a Debra de "Dexter") e Katherine Moennig (a Shane de "The L World).

Conversei com Amanda durante o lançamento do filme "O Preço do Amanhã" e ela falou que tinha acabado de assistir a "Gone".

"Tenho muito orgulho deste filme. Heitor é incrível. Só fiz este filme porque eu queria muito trabalhar com ele depois de ver 'À Deriva'", disse.

"É um filme muito realista, achei que seria um thriller e Heitor fez dele um estudo das relações humanas. Estou bem animada para o lançamento."

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 18h38

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Larica de verão: sorvete com cookies



Chega de cupcake!

O reinado do bolinho foi seriamente atingido durante o verão americano e espero que o mesmo aconteça no Brasil.

A moda agora é o "ice cream sandwich": sanduíche de sorvete, espremido entre dois cookies caseiros.

A Coolhaus, líder do mercado, vende as delícias em "truck foods", lanchonetes móveis instaladas em caminhõezinhos.

Na semana passada (meio fora de hora, já que o frio chegou pra ficar de vez aqui), abriram sua primeira loja física no bairro de Culver City (rua Washington Blvd., 8588).


Cada um custa US$ 5 e tem umas 500 calorias.

Primeiro é preciso escolher o cookie entre mais de dez sabores: há os tradicionais aveia ou chocolate e outros incrementados de amendoim ou gengibre.

Depois, vem o sorvete, com mais de 40 possibilidades (incluindo Guinness e Cabernet).

Natasha Case e Freya Estreller criaram a Coolhaus em 2008 quando eram estudantes de arquitetura e, por isso, criaram um nome que homenageia a escola alemã Bauhaus.

Algumas combinações têm apelidos divertidos, como Mies Vanilla Rohe, feito minimalisticamente com uma bola de creme e cookies de chocolate.

É gostoso, mas é calórico e faz a maior lambança. O guardanapo que vem junto é pequeno, porém comestível.

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 16h27

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Explode Maurizio Cattelan!

O artista italiano Maurizio Cattelan, famoso pelas esculturas provocativas, ganhou uma retrospectiva no museu nova-iorquino Guggenheim, até 22 de janeiro.

A montagem da exposição é de cair o queixo. Como se seu armazém de obras tivesse sido explodido e, num estalar dos dedos, parado no tempo.

O resultado são trabalhos pendurados no grande vão central do museu, como que boiando no ar, um cenário surrealista.  

Para quem não conhece o Guggenheim, o museu tem seus andares conectados por uma grande rampa em caracol, com vista para este vão. 

Ao subir a rampa, dá para ver as obras mais de perto e de outros ângulos.

Está lá o papa João Paulo 2o atingido por um meteorito, sua escultura mais famosa, feita em 1999 e vendida em leilão por US$ 3 milhões (na foto acima, no canto esquerdo).

No total, são 128 obras, quase tudo o que criou desde 1989, incluindo também fotografias, pinturas e desenhos.

O que a princípio pode parecer algo "festivo" é, na verdade, bastante mórbido. Há ao menos três figuras enforcadas, cavalos mortos e uma mulher amarrada à cama (sem contar o papa derrubado).

Ainda assim, o museu estava lotado de crianças e gente de todas as idades tirando fotos, aquele clima de picnic no parque em pleno sabadão.

Abaixo, foto do último andar.

Escrito por Fernanda Ezabella às 17h54

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PERFIL

Silvio E. G. Cioffi Fernanda Ezabella é correspondente da Folha em Los Angeles e escreve sobre a vida em Hollywood, as novidades do Vale do Silício e as aventuras do roller derby.
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