Fernanda Ezabella

Hollywood e outras viagens

 

Música

No camarim com Florence + The Machine

 
 

No camarim com Florence + The Machine

 

Na revista "Serafina", que saiu ontem na Folha de S. Paulo, está minha entrevista com a cantora e compositora inglesa Florence Welch. 

Falei com ela numa viagem de trem que fiz a San Diego, quando a banda Florence + The Machine fechou um festival de música.

A entrevista foi antes do show, no camarim dela. É uma mulher meio esquisita, misteriosa. E que se transforma no palco. No camarim, parece tímida, fala baixinho. No palco, explode loucamente.

Dá para ler a entrevista online.

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Na "Serafina", também tem minha coluna "Notícias de L.Á." - tem entrevistas com Colin Firth e Reese Witherspoon e a nova modinha dos hot-dogs gourmets (salsicha de pato, vai?).

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O blog entra em recesso nesta semana e volta dia 28. BOAS FESTAS!

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 11h22

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Ozzy vira vegetariano (tchau morceguinhos!)

 
 

Ozzy vira vegetariano (tchau morceguinhos!)

 

Faz tempo que Ozzy Osbourne deixou a dieta dos morcegos. Mas agora o príncipe das trevas foi além: virou vegetariano.

Ele contou detalhes do novo estilo de vida numa entrevista nesta semana no programa de TV da sua mulher, Sharon, chamado "The Talk".

Ozzy, 62 anos, disse que resolveu dar uma chance ao vegetarianismo após assistir ao documentário "Forks Over Knives".

"Não estou dizendo que farei isto para sempre. Eu posso voltar _quando minha mulher aprender a cozinhar. Então isto nunca vai acontecer!", brincou.

O programa está na internet, na página do veterano do heavy metal no Facebook, infelizmente não disponível para exibição no Brasil.

Abaixo, o trailer do documentário que mudou a dieta de Ozzy.

foto: Reuters

Escrito por Fernanda Ezabella às 08h21

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Scarlett faz dueto natalino com Dean Martin

 

Quando o comediante e cantor Dean Martin morreu aos 78 anos, em 1995, Scarlett Johansson tinha apenas 11 aninhos.

Isto não impede, claro, que os dois façam um dueto. E, vejam só, um dueto natalino (!).

A música "I'll Be Home for Christmas" está no álbum de Martin lançado nesta semana, "My Kind of Christmas". É o único dueto do disco todo.

"Crescendo em Nova York, Natal nunca foi Natal sem Dino [apelido de Dean Martin]", diz Scarlett no livrinho do CD.

"Gravar no estúdio com o Sr. Martin nos meus fones de ouvido foi como se ele estivesse ali ao meu lado, cantando com aquele brilho malicioso nos olhos. Quando me pediram para cantar neste álbum, foi literalmente um sonho de infância se realizando."

Faz um tempinho que a atriz e ex-casete de Sean Penn tem um pé na música. Em 2008, lançou o álbum "Anywhere I Lay My Head", com covers de Tom Waits.

Abaixo, um vídeo da vedete cantando:

Foto: Reuters

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 19h00

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The Doors, a bossa nova e o purismo de Jim Morrison

 

 

John Densmore trouxe um saco de pães para a platéia do cinema, na noite de sábado. Levou também instrumentos de percussão e muitas histórias sobre quando era baterista do The Doors.

“Trouxe alguns bagels para quem estava de jejum por conta do Yom Kippur”, disse Densmore, após a exibição do filme “The Doors” (1991), dirigido por Oliver Stone, baseado em livro do próprio músico, “Riders On The Storm.

A sessão aconteceu na American Cinematheque, uma das melhores programações da cidade.

O filme passou em película, com o som alto no talo. Foi incrível. São várias sequências de shows e delírios de Jim Morrison, interpretado por Val Kilmer, numa Los Angeles enlouquecida.

Já assisti tantas vezes que lembro de ver o Morrison na TV e pensar: “Mas o Val Kilmer era muito mais Morrison do que o próprio Morrison!”.

Mas vamos ao Densmore...

Ele falou por uma hora e recitou umas poesias. Fiz um vídeo (no pé do post), mas ficou meio tosco.

Disse que está escrevendo um novo livro e falou das parcerias que andou fazendo com o maestro Dudamel, com Eddie Vedder e Carlos Santana.

Obviamente o que chamou mais atenção foi quando ele falou do Brasil. Alguém na plateia perguntou qual tinha sido sua melhor experiência com Jim Morrison e ele respondeu, depois de pensar um pouco:

“Estava na garagem de Ray [Manzarek, o tecladista] e Jim me deu um pedaço de papel amassado e eu fui lendo,  the day destroys the night, night divides the day, tried to run, tried to hide, break on thru..’”, contou o baterista, ditando a letra de “Break on Through (To the Other Side)”.

“Meu deus, eu ouvia ritmo nas palavras de Jim. E na época, a bossa nova estava surgindo, vindo do... Brasil”, ele continuou, cantando um trechinho de “Garota de Ipanema” em inglês. “Na verdade, ‘Break on Through’ é uma bossa nova com uma pegada rock’n’roll”, disse, tocando as duas músicas num bongó.

“Quando eu sinto falta de Jim, eu não sinto falta de sua autodestruição, e sim das suas palavras que tinham ritmos.”

DOIS TERÇOS VERDADE

Densmore também falou bastante do filme de Oliver Stone, no qual é interpretado pelo ator Kevin Dillon (atualmente no seriado “Entourage”).

Ele afirmou que “ama/gosta do filme” e que “dois terços são verdade, e um terço é licença poética”.

“Emocionalmente fiquei frustrado porque o filme não mostra muito os anos 60. Oliver escolheu mostrar a história do artista atormentado, o que é compreensível”, disse o músico para a platéia do cinema, incrivelmente não lotado (o público da cinemateca é de velhinhos e a publicidade é feita no boca a boca).

“Achei que Val [Kilmer] deveria ter sido indicado [ao Oscar].”

Outra coisa que ele sente falta no filme é do humor de Morrison. “Jim, no começo, antes de ficar viciado, era engraçado, um cara divertido. E isto não está no filme.”

Comentou que Manzarek odiou o longa: “Ele fez a UCLA Film School, então ele queria ter dirigido”, disse. “Robby [Krieger, o guitarrista] fica em cima do muro.”

O “PURISMO” DE JIM MORRISON

Densmore entrou numa batalha judicial contra os dois colegas de banda, que saíram em turnê usando o nome “The Doors of the 21st Century”. Acho que até tocaram no Brasil, não?

Bom, ele ganhou a ação e vive impedindo que as músicas do The Doors apareçam em comerciais.

O filme mostra uma cena quando Morrison descobre que os amigos venderam “Light my Fire” para um anúncio e atira uma TV contra Manzarek dentro do estúdio de gravação.

“Oliver fez uma pintura impressionista do caso. Mas aquele momento, eu nunca vou esquecer, está guardado para sempre dentro de mim. Foi por causa disto todo o meu confronto com os caras da banda e esse julgamento em que me meti.”

“Jim não está mais aqui. E ‘Light My Fire’ era originalmente de Robby, nem era música dele, mas ele pirou. O que isso diz? Diz: ‘Eu me importo com todo o catálogo desta coisa toda que estamos fazemos aqui’. Eu carrego o legado de Jim, nunca vou esquecer deste momento.”

Foi Morrison quem deu a ideia para dividir igualmente todos os créditos das músicas do The Doors, fazendo com que cada integrante tivesse direito de veto nas decisões da banda.

Por isso, ao contrário dos Beatles ou Bob Dylan, as canções do The Doors não são super expostas em comerciais.

“Como eu, todos eles [Manzarek e Krieger] têm casas legais e carros bacanas. Mas por causa de Jim, estou tentando manter a coisa pura como ele queria.”

Foto acima foi tirada da página do Facebook de John Densmore

Para acompanhar as notícias deste blog, vai lá curtir a página no Facebook

 

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 02h29

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Porco rosa no céu de Los Angeles

 
 

Porco rosa no céu de Los Angeles

Tirei esta foto da varanda de casa, com um super zoom da vista de Hollywood.

O prédio com o porco rosa em cima é da gravadora Capitol Records, que decidiu fazer uma homenagem ao Pink Floyd.

A banda está lançando toda sua discografia remasterizada. É uma caixa com 14 CDs e várias faixas inéditas. 

Escrito por Fernanda Ezabella às 20h15

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George Harrison, mulherengo?

Como bem lembrou o leitor Hugo Ciavatta (do blog Mistura Indigesta), está rolando uma epidemia de documentários musicais.

O mais recente, depois do filme do Pearl Jam, é sobre o Beatle George Harrison, dirigido por Martin Scorsese (trailer oficial acima).

"George Harrison: Living In The Material" será exibido em duas partes no canal a cabo HBO, aqui nos EUA, em 5 e 6 de outubro.

Parece que o filme ficará disponível em DVD no mesmo mês, na Amazon.com. 

Segundo o site britânico sensacionalista "Daily Mail", o filme mostra que o "quiet Beatle" (Beatle caladão) era, na verdade, um baita mulherengo.

"Ele gostava de mulheres e as mulheres gostavam dele", diz a viúva Olivia, de acordo com o jornal, admitindo ter tido algumas dificuldades com o comportamento do marido.

"Se ele apenas lhe falasse algumas palavras, isto teria um impacto profundo. Então era difícil lidar com alguém que era tão amado."

Leia a íntegra da matéria em inglês.

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 04h43

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Pearl Jam nos cinemas daqui e do Brasil

 

O Pearl Jam vem divulgando pouco a pouco cinemas do mundo todo que vão exibir o documentário sobre os 20 anos da banda dirigido por Cameron Crowe.

A pré-estreia de "Pearl Jam 20" será no festival de Toronto, no final de semana que vem, mas no dia 20 (e apenas no dia 20!) passará uma única vez em 17 cinemas do Brasil, cada um numa cidade diferente.

Brasília e BH ficaram de fora, mas entraram: Manaus, Salvador, São Luis, Uberlândia, Cuiabá, Belém, Maringá, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Blumenau, Florianópolis, Barueri, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo.

Fiquei curiosa com as escolhas: em São Paulo, vai passar só no Cinépolis Largo Treze (puxa, nunca ouvi falar! se bem que eu frequentava o circuito da av. Paulista)

Corre lá para ver o cinema da sua cidade no site oficial.

A venda dos ingressos está prevista para começar na quinta-feira, segundo assessoria de imprensa da MovieMobz. Porém, a assessoria da rede Cinépolis (sete cinemas da lista acima) disse que começa na sexta. É ficar de olho.

Para quem estiver em Los Angeles, o documentário passará num local ainda não divulgado da cidade e num outro cinema de Long Beach chamado Art Theatre (aqui sim, os ingressos já à venda).

É um lugar curioso, data dos anos 20, e o visitante pode entrar com uma garrafa de vinho, contanto que seja comprada na loja ao lado, Art Du Vin.

No dia 11, passará o filme "Magic Trip”, sobre Ken Kesey e sua viagem num "ônibus mágico" pelos EUA dos anos 1960, regada a muito LSD.

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 03h33

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Um desastre chamado MTV VMA


 

Alguma coisa cheira mal quando a principal notícia da cerimônia mais hipster da indústria música é.... a gravidez de Beyoncé.

Claro, os prêmios em si nunca foram o forte do MTV Video Music Awards, que aconteceu agora há pouco aqui em Los Angeles.

Todo mundo espera alguma maluquice de Lady Gaga (vestido de carne, na edição 2010, alguém lembra?), algum show de tirar o fôlego e modelitos de roupa extravagantes.

Mas, neste ano, a roupa da noite mais comentada foi o cubo amarelo na cabeça de Katy Perry! Sério? 

Até mesmo a homenageada da festa foi de chorar. Britney Spears! Meu deus, em que ano estamos mesmo?

E Lady Gaga vestida de homem, e dai? Não seria mais legal ver o Justin Bieber de menina?

O mais triste, talvez, tenham sido as outras homenagens: Bruno Mars (quem?) cantando Amy Winehouse. E Chris Brown, o rapper que ficou famoso por dar uns sopapos na Rihanna, cantou Nirvana.

Michael Schneider, colunista de TV do jornal "Los Angeles Times", mandou no seu Twitter: "Eu dou permissão para Dave Grohl ir lá em cima e dar umas porradas em Chris Brown por citar Nirvana em sua performance". Já o fofoqueiro Perez Hilton afirmou: "Chris Brown dublou ('lipsynced') tudo!" 

Mas por que estou reclamando? A MTV fez 30 anos recentemente e já faz uns dez que perdeu seu vigor.

Também estou com 30 anos. Sei lá o que esta coincidência quer dizer, na verdade... Acho que estou velha e ranzinza, e a MTV ainda acha que tem18 anos.

Foto acima: Reuters

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 01h21

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Death Cab for Cutie + Shepard Fairey

 
 

Death Cab for Cutie + Shepard Fairey

Death Cab for Cutie toca dias 18 e 19 de agosto em Los Angeles. A banda não é daqui, mas seu último videoclipe é a cara da cidade.

Quem fez foi o artista Shepard Fairey, aquele famoso pelo cartaz do Obama.

É a Los Angeles da street art, das ruas entupidas de carros, dos muros altos e das grades de proteção. E também das áreas abandonadas, das luzes da cidade.

O estúdio do próprio Fairey aparece lá pelo 1:40. Quer dizer, parece ser um estúdio e talvez seja do Fairey.

Escrito por Fernanda Ezabella às 14h44

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Beastie Boys viram bonecos de Spike Jonze

 
 

Beastie Boys viram bonecos de Spike Jonze

O diretor Spike Jonze e os músicos do Beastie Boys voltaram a trabalhar juntos para mais um videoclipe.

Acima, os rappers viram bonecos de plástico, ao estilo G.I. Joe, na música "Don't Play No Game That I Can't Win".

É uma versão longa para um videoclipe, 11 minutos. Eles são atacados durante um show por um bando de assassinos profissionais e precisam fugir, indo parar num cenário de neve, com helicópteros, armas e explosivos.

Jonze, mais conhecido pelos filmes "Quero Ser John Malkovich" e "Onde Vivem os Monstros", já dirigiu muitos clipes na vida, inclusive alguns dos Beastie Boys.

Abaixo, o meu favorito:

Escrito por Fernanda Ezabella às 16h20

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Cameron Crowe e o Pearl Jam

O diretor Cameron Crowe, conhecido pelos filmes de ficção "Quase Famosos" e "Vanilla Sky", lança em setembro seu aguardado documentário sobre o Pearl Jam.

A banda de Seattle completa 20 anos em 2011.

O teaser do filme, acima, foi divulgado recentemente, mas o vídeo abaixo me parece mais interessante: Eddie Vedder fazendo uma ponta no filme de Crowe "Vida de Solteiro" (1992).

Para a revista "Entertainment Weekly", Crowe disse: "As pessoas que viram o filme tendem a dizer duas coisas: quando eu posso ver a banda tocar ao vivo de novo? Ou: a gente realmente era assim nos anos 90?"

O Pearl Jam toca no Brasil em novembro - São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

 

Escrito por Fernanda Ezabella às 03h33

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A ex de George Harrison e Eric Clapton

 

Fotografias pessoais de Pattie Boyd, ex-George Harrison e ex-Eric Clapton, estão numa mostra até o final deste mês em Catalina Island, perto de Los Angeles.

Ela conheceu o Beatle quando era extra no filme “A Hard Day’s Night”, e os dois (foto acima) se casaram em 1966. Oito anos depois, se separaram e ela casou com Clapton.

Foi para ela que Harrison escreveu “Something”, e que Clapton escreveu “Layla” e “Wonderful Tonight”.

Boyd contou suas histórias sobre os anos loucos com Harrison e Clapton no livro “Wonderful Tonight: George Harrison, Eric Clapton, and Me”.

“Quando vi George no set [de 'A Hard Day’s Night'], eu pensei comigo, é o cara mais bonito que já vi na vida! Fiquei tão surpresa quando ele me convidou para sair no final do meu primeiro dia de filmagem!”, ela disse.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx ATUALIZADO em 12/07

O leitor Aylton Souza mandou um email muito simpático compartilhando o link do videoclipe da música, no qual a Patty Boyd aparece.


Mas ele falou que, ao contrário do que a própria Patty alega, há controvérsia se Harrison fez mesmo a música para ela.

O ex-Beatle teria dito, numa entrevista publicada na revista "Undercover" de 1996, que não escreveu "Something" sobre ela. "Eu estava pensando em Ray Charles", disse Harrison.

Talvez não seja sobre ela, mas talvez ele tenha dedicado a ela? Talvez os especialistas tenham a resposta.

Valeu Aylton!

Escrito por Fernanda Ezabella às 15h09

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PERFIL

Silvio E. G. Cioffi Fernanda Ezabella é correspondente da Folha em Los Angeles e escreve sobre a vida em Hollywood, as novidades do Vale do Silício e as aventuras do roller derby.
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